Postagem em destaque

O PROGRAMA AÇÕES AFIRMATIVAS NA UFMG CONVIDA:  ATIVIDADE ACADÊMICA CURRICULAR COMPLEMENTAR – AACC MAIO/2019 "20 Anos de Polí...

PALESTRA DEBATE RELAÇÃO ENTRE ESCOLA E COMUNIDADE QUILOMBOLA

Promovida pelo Projeto de Extensão “Construindo Espaços de Diálogos e Reflexão sobre Metodologia de Pesquisa sobre Relações Raciais e Ações Afirmativas” (CP/UFMG/Programa Ações Afirmativas) aconteceu no dia 29 de setembro - Continue lendo aqui.

O que mais temos a refletir sobre os estudantes cotistas da UFMG?

No dia 30 de abril de 2015 a Pró-reitora de graduação da UFMG promoveu um evento para apresentar dados do Sisu (Sistema de Seleção Unificada do Governo Federal) e do perfil discente da UFMG...

Denúncias de racismo duplicam em quatro horas

Uma modelo no Distrito Federal sofreu um ataque racista dentro de um ônibus por usar um turbante. Uma estudante foi agredida por intolerância religiosa dentro da escola... continue lendo aqui.

ATENÇÃO !
PRORROGADAS INSCRIÇÕES PARA O CURSO DE APERFEIÇOAMENTO EM EDUCAÇÃO ESCOLA QUILOMBOLA!!!!

INSCRIÇÕES ATÉ 20/03/2018 !!!!!!

PRORROGADAS INSCRIÇÕES
PARA O CURSO DE APERFEIÇOAMENTO EM EDUCAÇÃO ESCOLA QUILOMBOLA!!!!

INSCRIÇÕES ATÉ 20/03/2018 !!!!!!

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfshmA-U1ifZZAEPuip5hmzJNkobtJWqv5qEM3kd7tdrR83ow/viewform?usp=sf_link


CURSO DE APERFEIÇOAMENTO EM EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA


O curso é uma realização do Programa Ações Afirmativas na UFMG e do Grupo de Pesquisa sobre Educação e Quilombos – GPEQ, com apoio da SEPPIR e SECADI e pretende discutir o arcabouço da Educação Escolar Quilombola. Pretende ainda potencializar o diálogo entre os conhecimentos tradicionais formalizados nas comunidades quilombolas e os conhecimentos científicos. Nessa relação entre campos de conhecimento consideram-se os elementos da cultura manifestos nas práticas tradicionais, nas formas de oralidade, nos eventos de memória; os aportes do etnodesenvolvimento e das lutas pela terra; e as dinâmicas do território, entendido como base do trabalho, das trocas materiais, simbólicas e espirituais, da identidade.

São objetivos do Curso:
§  Oportunizar a construção de planos de ação pedagógica que considerem o diálogo entre os conhecimentos tradicionais quilombolas e conhecimentos escolares; a territorialidade, a cultura e a memória quilombola no âmbito das disciplinas escolares e nas relações interdisciplinares;
§  Construir práticas pedagógicas que valorizem a identidade étnico-racial e as comunidades quilombolas com a utilização de variados portadores de texto disponíveis na escola e nas comunidades;
§  Reconhecer portadores de memória utilizados nas comunidades quilombolas e inseri-los nas abordagens historiográficas e linguísticas.
§  Dinamizar o recurso à história oral como fonte para acessar conteúdos curricularesda história das comunidades quilombolas;
§  Impulsionar a regulamentação da Resolução n. 08/2012 e das Diretrizes Curriculares Nacionais  para Educação Escolar Quilombola com formação de professores/as, gestores/as e demais sujeitos da educação;   

Público Alvo
O curso se destina aos de profissionais da educação que atuam em escolas situadas em comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Cultural Palmares ou em escolas que atendem ao público dessas comunidades, que tenham diploma de Ensino Superior em qualquer área.
O Curso de Aperfeiçoamento em Educação Escolar Quilombola, será presencial, com duração total de 210 horas.
Estão previstas 200 vagas Aceno total, assim distribuídas:
40 vagas para o Norte de Minas cujo polo será Montes Claros;
40 vagas para o Noroeste de Minas com polo em Paracatu;
120 vagas para a região Metropolitana de Belo Horizonte; Central, Vertentes e Zona da Mata e outros interessados cujo polo será Belo Horizonte.

Encontros Presenciais nos Polos
Módulos mensais ou quinzenais com duração 30 h/a distribuídas em 03 (três) dias: Quinta-feira, Sexta-feira e Sábado. Ao total cada Polo receberá em média 07 (sete) encontros no período de março/2018 a dezembro/2018. E três encontros com os professores responsáveis por acompanhar a construção do Plano de Ação pelos grupos de cursistas até a apresentação dos trabalhos finais previsto para início de dezembro/2018.
O Curso de Aperfeiçoamento é GRATUITO. Alimentação e hospedagem ocorrerá por conta do Cursista. Sugerimos a negociação com sua Secretaria de Educação já que recursos do PAR podem ser aplicados para a formação de Professores/as.

Certificação
O Certificado de conclusão do curso será emitido pela Pró-Reitoria de Extensão – PROEX da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG com o título de Aperfeiçoamento em Educação Escolar Quilombola, com a carga horária totalde 210 horas, desde que o Cursista tenha cumprido todas as exigências para aprovação no Curso.
Ficha de Inscrição e mais informações podem ser obtidas pelo e-mail do Curso
Acesse a ficha de Inscrição online: https://goo.gl/XCi1Z6

Datas de Inscrição
Curso Polo Belo Horizonte - UFMG  - 08 a 30/03/2018
Curso Polo Paracatu - 24/02/ a 30/03/03/2018
Curso Polo Montes Claros - 02/03 a 20/03/2018


DOCUMENTOS PARA INCRIÇÃO
Junto ao formulário de inscrição devidamente preenchido, os seguintes documentos deverão ser enviados por email a saber:
a) Cópia escaneada de documento de identificação com foto (RG, CNH); b) Cópia escaneada do CPF; c) cópia do título de eleitor; d) Cópia escaneada do(s) comprovante(s) de exercício no magistério do Ensino Básico. e) Carta de indicação da Associação a qual pertence, no caso das lideranças quilombolas. f) Currículo Vitae ou Lattes, contendo a formação acadêmica; g) cópia do diploma de graduação ou documento que comprove estar o candidato em condições de concluir o curso de graduação antes de iniciado o curso de aperfeiçoamento; h) 01 foto 3X4; i) cópia de comprovante de estar em dia com as obrigações eleitorais, disponível no endereço eletrônico http://www.tse.jus.br/eleitor/servicos/certidoes/certidao-dequitacao-eleitoral ; j) cópia de comprovante de estar em dia com as obrigações militares, no caso do candidato masculino.




O XIII Encontro de Pesquisa em Educação FaE/UFMG

ocorrerá entre os dias 16 a 20/10 na FaE/UFMG.
Convidamos a todos para participar da mesa redonda do Programa Ações Afirmativas no dia 16/10 com a apresentação dos trabalhos da pesquisa "Trajetória de Cotistas", do curso Afirmação na Pós/2017 e do grupo de estudos Sociologia das Relaçoes Raciais no Brasil no horário de 14:00 às 17:00, sala de teleconferências (sala 1204).
Haverá sorteio de livros!
Maiores informações :
http://www.fae.ufmg.br/pagina.php?page=NAPq



Você conhece algum (a) estudante negro ou indígena que ingressou no ensino superior por meio de reservas de vagas (cotas)?







Ao longo da última década, inúmeras experiências de ações afirmativas têm sido colocadas em prática em diferentes instituições de ensino superior no Brasil. Concomitantemente, temos verificado uma crescente produção bibliográfica sobre tais experiências, que nos ajudam a compreender as dimensões concretas da implementação das Ações Afirmativas no Brasil, bem como os impactos pedagógicos, políticos e administrativos que o ingresso de um novo perfil de estudantes tem provocado no interior destas instituições.

A presente pesquisa se insere neste contexto e tem como objetivo central avaliar o impacto das ações afirmativas na trajetória acadêmica e profissional de estudantes negros(as) e indígenas egressos das políticas de reserva de vagas nas seguintes universidades, bem como discutir os principais desdobramentos destas políticas no âmbito acadêmico brasileiro, com ênfase nos aspectos positivos e nas potencialidades de políticas, programas e experiências de Ações Afirmativas. Propõe-se uma reflexão sobre os principais impactos destas políticas nas trajetórias acadêmicas e profissionais de estudantes que tiveram acesso a alguma das diferentes modalidades de Ações Afirmativas no ensino superior. 
Coordenada pelo Programa Ações Afirmativas na UFMG e realizada por uma rede de universidades, incluindo a própria Universidade Federal de Minas Gerais, a pesquisa carinhosamente chamada de "Trajetórias de Cotistas" envolve pesquisadores(as) da Universidade Federal do Amapá, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, da Universidade Federal de São Carlos, da Universidade Estadual de Goiás e da Universidade Estadual de Santa Catarina. Para obter mais informações sobre os membros da pesquisa, acesse https://drive.google.com/file/d/0B4NxVnAeXjjuOFY3Unc5MFVIT3M/view?usp=sharing

                  Na Foto, da direita para a esquerda: Fernando Alvarenga (UFMG), Tatiane Consentino (UFSCAR), 
          Jaqueline Oliveira (UFMG), Mariana Marilack (UFMG), Piedade Videira (UNIFAP), Dyane Brito (UFRB), 
                           Joana Passos (UFSC), Luciana Lima (UFRN) e Rodrigo Ednilson de Jesus (UFMG).


De acordo com Santos e Queiroz (2005), tanto a ausência de dados concretos sobre o pertencimento racial dos estudantes matriculados nas instituições de ensino superior antes do início das políticas de cotas, quanto o nível “especulativo” em que foram mantidos os debates sobre tal temática, explicitava a urgência em realizar avaliações comparativas entre os desempenhos dos estudantes cotistas e não-cotistas e os impactos provocados nas instituições de ensino que adotaram tais políticas.
 Após analisar os dados relativos aos candidatos inscritos no vestibular da Universidade Federal da Bahia (UFBA) nos anos de 2003, 2004 e 2005, Santos e Queiroz (idem) afirmam que, no ano de 2005, um número maior de estudantes pretos e pardos foi selecionado no exame vestibular da instituição. Segundo eles, no ano de 2003 e de 2004, 40,9% e 35% de estudantes brancos, 41,8% e 46,1% de estudantes pardos e 13,6% e 15% de estudantes pretos, respectivamente, foram aprovados no vestibular; sendo que no ano de 2005 foram aprovados 21,6 % de estudantes brancos, 57,5% de estudantes pardos e 17,1% de estudantes negros.
Além de darem destaque para o aumento gradativo da participação de pretos e pardos entre os estudantes aprovados nos vestibulares da UFBA, sobretudo após a implementação do sistema de cotas no ano de 2005, os autores chamam a atenção para o aumento, também progressivo, das notas de corte dos exames vestibulares nos três anos; o que, de certo modo, contrariou as perspectivas catastróficas sobre a queda na qualidade do estudante ingressante. De acordo com Santos e Queiroz (2007), as notas de corte na primeira fase do vestibular variaram entre 5.018,7 no ano de 2003, 5.099,8 em 2004 e 5.117,4 no ano de 2005. Já as notas referentes à segunda fase, variaram entre 5.009,3 no ano de 2003, 5.056,4 em 2004 e 5.089,5 no ano de 2005.
Em estudo publicado no ano de 2007, refletindo sobre o desempenho acadêmico de estudantes cotistas e não-cotistas da UFBA após a criação do sistema de reserva de vagas no ano de 2005, Santos e Queiroz afirmaram que dos 57 cursos de graduação da universidade, em 32 os estudantes cotistas obtiveram notas iguais ou superiores aos estudantes não-cotistas. Dos 18 cursos mais concorridos da universidade, em 11 os estudantes cotistas obtiveram notas iguais ou superiores às notas obtidas pelos estudantes não-cotistas. Adicionalmente, afirmam que, mesmo em cursos de acentuada concorrência e alto prestígio social, como Engenharia Civil, Química, Geofísica, Ciências da Computação e Arquitetura, o percentual de estudantes cotistas com coeficiente de rendimento na faixa de 7,6 a 10,00 pontos mostrou-se igual ou superior ao coeficiente de rendimento obtido pelos não-cotistas.
No ano de 2009, Velloso divulgou os resultados de outra pesquisa sobre desempenho acadêmico entre estudantes cotistas e não-cotistas, agora entre estudantes da Universidade de Brasília. Similarmente aos resultados encontrados por Santos e Queiroz (2009) entre os estudantes da UFBA, Velloso (2009) ressaltou que as observações realizadas evidenciaram que os desempenhos de estudantes cotistas era igual ou superior ao desempenho dos estudantes não-cotistas.
Apesar de reconhecer a importância da realização de estudos como os acima citados, como forma de evidenciar a implausibilidade de argumentos que, de modo determinista, correlacionam o ingresso de estudantes negros e oriundos de escolas públicas à queda progressiva da qualidade acadêmica; há outros pontos que, acredito, merecem destaque.
Na perspectiva dos pesquisadores da Trajetória de Cotistas, tão importante quanto os resultados positivos das avaliações de desempenho de estudantes cotistas, em comparação com o desempenho de estudantes não-cotistas, é o “consenso relativo” que se construiu em torno da necessidade de realizar medições quantitativas sobre a performance acadêmica dos estudantes, como meio de testar as hipóteses sobre simetria ou assimetria da capacidade de desempenho intelectual (medido entre estudantes negros e brancos e entre estudantes oriundos de escolas públicas e escolas privadas.
Interessante observar que, ainda que evidenciado o desempenho acadêmico mais promissor de estudantes cotistas, negros e de escolas públicas, tais avaliações de desempenho correm o risco de insistir em julgamentos “essencializados”. Ao tomar os desempenhos acadêmicos, de negros ou brancos, de ricos ou pobres, de moradores do sudeste ou do nordeste, como medidas da capacidade intelectual dos estudantes (compreendidas como essências cognitivas), algumas análises perdem uma grande oportunidade de compreender tais desempenhos acadêmicos como processos social e historicamente construídos.
Em um dos volumes da coleção Educação para todos, que reuniu textos dedicados a refletir o “Acesso e permanência da população negra no ensino superior”, Reis, Dyane (2007), com base em entrevistas realizadas com estudantes cotistas da Universidade Federal da Bahia, revela alguns dos variados significados construídos e reconstruídos sobre o desempenho acadêmico.

Os estudantes cotistas observam o score global (desempenho acadêmico) como uma estratégia extremamente importante, pois, à medida que mantêm seus escores altos estes estudantes têm a possibilidade de se matricular nos primeiros dias e assim escolher matérias e concentrar os horários em apenas um turno e, deste modo, conseguem trabalhar ou estagiar no turno oposto. Este é um dado importante e interessante ao mesmo tempo, porque temos observado as pesquisas desenvolvidas na UFBA afirmarem que: a média de desempenho dos estudantes ingressos pelo sistema de reserva de vagas é superior a dos seus colegas ingressos pelo sistema comum, e a análise realizada esteve sempre centrada em apenas dois aspectos: I) o de que estes estudantes precisam provar, mais que os outros, a sua capacidade; e II) que estes estudantes se agarram com todas as forças a esta oportunidade (REIS, D., 2007, p.60).


A progressiva ampliação de estudos e análises sobre a nova realidade do ensino superior brasileiro, considerando o novo grupo de estudantes incluídos por meio das políticas de democratização ou ampliação do ensino superior, tem permitido a alguns pesquisadores (e poderiam permitir ao campo científico de modo mais abrangente), conhecer um pouco mais sobre as condições materiais destes novos estudantes, as estratégias utilizadas por eles no enfrentamento de possíveis dificuldades e sobre as (novas) relações sociais no interior das comunidades acadêmicas após a entrada deste novo público. Adicionalmente, o ingresso de um novo “tipo” de estudante, marcado por diferentes experiências de vida, pode se configurar em uma excelente oportunidade para, entre outras coisas, revisar e ampliar teorias e conteúdos estabelecidos e naturalizados por inúmeras disciplinas e inúmeros cursos.
Assim, além de compreender as modificações nas estruturas acadêmicas provocadas pela implementação de Políticas de Ações Afirmativas em universidades federais e estaduais brasileiras, a pesquisa Trajetórias de Pesquisa também almeja conhecer as experiências acadêmicas e profissionais de estudantes negros e cotistas, bem como os impactos de suas experiências acadêmicas em suas famílias, comunidades e redes de amigos.


Portanto, se você é negro ou indígena e ingressou na universidade por meio de reservas de vagas (cotas)? Entre em contato conosco e se cadastre: 
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfMfDqEWeqEs31AWNDf03Gc2QQNoJ-84e9Cr9KTLPfLnUHTGA/viewform?c=0&w=1

Se conhece algum estudante negro ou indígena que ingressou na universidade por meio de reservas de vagas (cotas)? Fale com eles sobre nossa pesquisa!
Nos contacte por e-mail: projetotrajetoriascotistas@gmail.com