PALESTRA DEBATE RELAÇÃO ENTRE ESCOLA E COMUNIDADE QUILOMBOLA
Promovida pelo Projeto de Extensão “Construindo Espaços de Diálogos e Reflexão sobre Metodologia de Pesquisa sobre Relações Raciais e Ações Afirmativas” (CP/UFMG/Programa Ações Afirmativas) aconteceu no dia 29 de setembro - Continue lendo aqui.
O que mais temos a refletir sobre os estudantes cotistas da UFMG?
No dia 30 de abril de 2015 a Pró-reitora de graduação da UFMG promoveu um evento para apresentar dados do Sisu (Sistema de Seleção Unificada do Governo Federal) e do perfil discente da UFMG...
Denúncias de racismo duplicam em quatro horas
Uma modelo no Distrito Federal sofreu um ataque racista dentro de um ônibus por usar um turbante. Uma estudante foi agredida por intolerância religiosa dentro da escola... continue lendo aqui.
RECEPÇÃO DE CALOUROS ANTIRRACISMO NA FACULDADE DE DIREITO DA UFMG
13:32
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Dia 09 de agosto de 2013 acontecerá na Faculdade de Direito da UFMG a recepção de calouros cujo tema deste evento será " Tire seu racismo do caminho que eu vou passar com minha cor". A intenção é dar uma resposta ao trote racista realizado no primeiro semestre de 2013.
O evento é aberto ao público e terá inicio as 10:30, com diversas atividades (Veja o quadro abaixo).
Ministra Luiza Bairros visita o Programa Ações Afirmativas na UFMG
13:55
1 Comentário
Visita da Ministra-Chefe Luiza Helena de Bairros ao Programa Ações Afirmativas na UFMG:
No dia 05 de agosto de 2013, o Programa Ações Afirmativas que se encontra na Faculdade de Educação da UFMG teve a honra de receber mais uma vez a ilustre visita da ministra Luiza Helena de Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR). Ela que já participou conosco do I Seminário sobre Desigualdades Raciais e Políticas Públicas no ano de 2004, pôde em breve espaço de tempo conhecer a sala do Programa, re-conhecer alguns de nossos integrantes e fomentar reflexões sobre nossas práticas, notadamente entre os bolsistas de extensão e pesquisa.
Na ocasião a ministra esteve na UFMG para proferir palestra na solenidade de recepção aos calouros, assim como simbolicamente saudar essa nova fase da universidade que passa a incorporar a Lei Federal nº 12711/2012, denominada Lei de Cotas. Esta prevê a reserva de vagas de no mínimo 50% (cinquenta por cento) para estudantes que cursaram integralmente o ensino fundamental em escolas públicas e auto declarados pretos e pardos (negros). Ainda que, na UFMG, e de forma gradativa, optou por ofertar 12,5% das vagas neste primeiro ano de implementação, mas com estimativa de sua completude no ano de 2014.
Junto ao Programa Ações Afirmativas na UFMG, a ministra Luiza Bairros, acompanhada por integrantes da SEPPIR, militantes e estudiosos do Movimento Social Negro e pela Pro - reitora de Graduação Antônia Vitória Aranha, nos brindou ao fazer uma importante interlocução entre bolsistas do Programa, militantes do CEN - Coletivo de Estudantes Negrxs da UFMG e o DCE da UFMG ao sugerir, a este último, que se abra às discussões sobre relações étnico-raciais dentro da Universidade.
Ela pede ao DCE que incorpore os sujeitos que os interpelam, bem como suas pautas, uma vez que as experiências vivenciadas por estes estudantes negros e negras não são passíveis de serem mensuradas e interpretadas por não negrxs, a não ser politicamente. Nesse sentido, trouxe como exemplo histórico a ampliação da agenda e ganhos do movimento feminista que, deixando de ser contra a posição e visões das mulheres negras, puderam com elas, as mulheres negras, avançarem na luta contra o patriarcado. Este avanço no seio do movimento feminista evitou riscos quando se pretende ser porta-voz de um grupo social, mas seguramente, oportunizou à todas elas serem sujeitos históricos, com isso provocando mudanças a partir de seus corpos e mentes.
A mesma visita que celebra o sistema de cotas traz consigo urgências ao Programa das quais não podemos nos desvencilhar: a continuidade de pesquisas de excelência, comprometimento com a extensão e o devido respeito aos trabalhos históricos dos movimentos sociais, no caso, o Movimento Social Negro; qual desde a década de 70 emerge tencionando e promovendo com muito esforço políticas públicas de correção de desigualdades raciais em nosso país.
E ainda que a vinda da ministra-chefe tenha surtido efeitos na ordem do institucional que vai ao encontro das duas linhas de ação do Programa, a saber, atividades de apoio aos estudantes bolsistas do ponto de vista acadêmico e valorização da identidade étnico-racial, alguns de nossos integrantes apontaram a satisfação em recebe-la no Ações. Segue um dos depoimentos:
"Receber a ministra em nossa sala, foi lisonjeador! Ver aquela mulher negra tão importante, principalmente pela atuação durante anos no Movimento Negro, falar de sua trajetória, nos dar sábios conselhos quebrando protocolos e alterando sua agenda... foi uma alegria! Senti muito orgulho em poder contar para a minha família sobre a vinda de uma Ministra no meu grupo de pesquisa!" Gilmara Souza – bolsista de iniciação científica do Programa Ações Afirmativas na UFMG..
Portanto, as reflexões sobre as experiências da população negra e não negra dentro da academia foram discutidas com seriedade, elas ampliam os horizontes de nós bolsistas e estudantes da graduação e pós graduação apontando que devemos inovar, mas sobretudo re-conhecer os feitos de toda uma geração que se propôs corrigir desigualdades raciais com o empoderamento da população negra (pretos e pardos). Isso tudo nos conduz a novas problematizações de como minimizar as conseqüências do racismo, notadamente, o institucional com as políticas de acesso e permanência do alunado negro.


Fotos: Audrey Michele; Texto enviado por: Aline Neves Rodrigues Alves Geógrafa (IGC/UFMG) – Mestranda em Educação (FaE/UFMG) Raquel Campos Ventura Graduanda em Pedagogia (FaE/UFMG),
Sobre o trote
10:32
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Ainda sobre o Trote Racista, Sexista e Nazista na UFMG
Ontem quatro professores da UFMG entraram com um recurso na congregação da escola de Direito contra a decisão da Ilma. Sra. Diretora da Faculdade de Direito da UFMG de instaurar processo administrativo disciplinar contra os 198 alunos, mediante a Portaria nº. 059/2013.
Fizemos isso na qualidade de atingidos duplamente pela decisão tomada pela diretoria da Escola de Direito com respeito aos fatos ocorridos durante o trote que foi amplamente divulgado nas redes sociais na web e pela imprensa nacional e internacional.
Fomos duplamente atingidos pela decisão por sermos, nós 4 atuantes na área de direitos humanos através de inúmeros projetos e ações que desenvolvemos e fomos também atingidos por sermos professores da UFMG.
Estamos profundamente preocupados com a imagem publica de nossa universidade porque decisões como estas indicam que a universidade não se sentiu parte lesa, e não interpretou o fato como um atentado à concepção de universidade.
Quando uma unidade acadêmica (Escola de Direito) da UFMG aceita que ações comprovadas de racismo e apologia ao nazismo são “brincadeiras de mal gosto” ela nos atinge diretamente porque joga por terra todas as nossas ações e tudo que já produzimos em nossa universidade para combater estes dois crimes. Como professores desta universidade entramos com o recurso também como pelos alunos que foram indiciados pela conclusão do processo de sindicância porque nos julgamos, todos nós, responsáveis por nossos alunos e pelo que acontece em nossa universidade. Entramos com o recurso porque não podemos nos eximir da responsabilidade de tratarmos este caso de forma exemplar porque já temos atuação em vários outros anos através de pedidos e discussões de como impedir que tais atos aconteçam e não conseguimos fazer com que nossas preocupações se transformassem em um “regulamento” de convivência universitária. Embora a UFMG tenha atualmente um novo regimento interno ela não concluiu varias de suas partes, entre elas um código de conduta discente.
Nossa atitude é a primeira de muitas que tomaremos para que essas questões sejam efetivamente discutidas nas universidades. Somos de um grupo grande de professores que esta indignado com a falta de decisões apropriadas a estas questões de trote na universidade. Muitos de nós já vimos tentando discutir ações que tornem esses tipos de atitudes como sendo incompatíveis com a vida universitária.
Ontem era o ultimo dia para entrar com um recurso contra a decisão. Simbolicamente escolhemos 4 de nós, que somos professores de fora da Es cola de Direito, para entrar com o recurso. Queremos com isso dizer que esta decisão afeta a universidade como um todo e principalmente as áreas onde projetos mais relevantes de pesquisa e extensão relacionados a direitos e desigualdade social são desenvolvidos.
Outros professores estão preparando vários outros tipos de representações a serem encaminhadas a outras instancias da universidade e fora dela.
Por Regina Helena.
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