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PALESTRA DEBATE RELAÇÃO ENTRE ESCOLA E COMUNIDADE QUILOMBOLA

Promovida pelo Projeto de Extensão “Construindo Espaços de Diálogos e Reflexão sobre Metodologia de Pesquisa sobre Relações Raciais e Ações Afirmativas” (CP/UFMG/Programa Ações Afirmativas) aconteceu no dia 29 de setembro - Continue lendo aqui.

O que mais temos a refletir sobre os estudantes cotistas da UFMG?

No dia 30 de abril de 2015 a Pró-reitora de graduação da UFMG promoveu um evento para apresentar dados do Sisu (Sistema de Seleção Unificada do Governo Federal) e do perfil discente da UFMG...

Denúncias de racismo duplicam em quatro horas

Uma modelo no Distrito Federal sofreu um ataque racista dentro de um ônibus por usar um turbante. Uma estudante foi agredida por intolerância religiosa dentro da escola... continue lendo aqui.

Confira programação atualizada do Grupo de Estudos


Cadernos Negros de conto, poesia e luta

Eu sou descendente de Zumbi
Zumbi é meu pai e meu guia
Me envia mensagens do orum
Meus dentes brilham na noite escura
Afiados como o agadá de Ogum
Eu sou descendente de Zumbi
Sou bravo valente sou nobre
Os gritos aflitos do negro
Os gritos aflitos do pobre
Os gritos aflitos de todos
Os povos sofridos do mundo
No meu peito desabrocham
Em força em revolta
Me empurram pra luta me comovem
Eu sou descendente de Zumbi
Zumbi é meu pai e meu guia
Eu trago quilombos e vozes bravias dentro de mim
Eu trago os duros punhos cerrados
Cerrados como rochas
Floridos como jardins 
(Linhagem, Carlos de Assumpção)



Os Cadernos Negros foram um importante veículo de divulgação da literatura afro-brasileira. Através da reunião da produção de poetas e contistas negros, a publicação expunha o racismo e as desigualdades raciais no Brasil, além de fazer um combate a inferiorização e objetificação do povo negro na literatura nacional.

A primeira publicação de Cadernos Negros surgiu em 1978, ainda sob a Ditadura Militar e em meio a efervescência dos protestos contra o regime. O volume contou com contribuições dos poetas Henrique Cunha Jr., Angela Lopes Galvão, Eduardo de Oliveira, Hugo Ferreira, Celinha, Jamu Minka, Oswaldo de Camargo e Luiz Silva (Cuti). Com o sucesso do primeiro número, os cadernos passaram a ser publicados anualmente e geraram em 1982 a criação do grupo Quilombhoje, em atividade até hoje.

Em 2008, os Cadernos ganharam o reconhecimento do governo federal e, através do Programa Nacional de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (MinC), foi lançada uma antologia com os melhores poemas e contos publicados nos volumes 1 ao 19, o que deu origem a dois livros: "Cadernos Negros: os melhores poemas" e "Cadernos negros: os melhores contos".

Mais informações:

Ações repudia projeto de lei que fere os direitos quilombolas em Ouro Verde-MG


De autoria do vereador Cassiano Pereira Jardim, o Projeto de lei 010/2015 visa mudar o nome do Quilombo de Santa Cruz para Córrego Santa Cruz. A proposta tramita na Câmara Municipal de Ouro Verde de Minas, localizada na região do Vale do Mucuri, e representa um ataque aos direitos da população quilombola. A comunidade Quilombo de Santa Cruz resiste a mais de 100 anos contra a invasão de fazendeiros e a implantação da monocultura do café.

O projeto de Lei tem como objetivo impedir o reconhecimento legal definitivo dessa comunidade como remanescente de quilombo e fere a constituição brasileira e as convenções internacionais que o país é signatário.

O Programa Ações Afirmativas repudia essa ação e se coloca ao lado da luta contra toda forma de desigualdade, discriminação e preconceito.

Leia a moção de repúdio: 



Programa de Ações Afirmativas da reitoria oferece oficinas

Inicia esse mês as atividades do Programa de Ações Afirmativas da reitoria para o segundo semestre. A iniciativa é desenvolvida pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) e tem por objetivo oferecer oficinas que desenvolvam e aperfeiçoem as habilidades de leitura e escrita acadêmica e de gestão pessoal e organização do tempo aos estudantes.

Na oficina “Leitura e produção de texto”, a proposta é tornar mais familiar a produção de textos acadêmicos, com o conhecimento e a produção dos mais diversos gêneros textuais, apresentação das normas da ABNT e exercícios sobre a norma culta da língua, entre outras questões. A oficina “Gestão do Tempo e Organização Pessoal” tem o objetivo de apoiar o desenvolvimento dos estudantes a partir da apresentação de ferramentas de organização.


Os cursos têm como prioridade atender os estudantes cotistas, indígenas e assistidos pela FUMP. 

Mais informações no telefone (31) 3409-4567.